domingo, 1 de março de 2015

Questões Modernismo


  1. Cite três características da 2ª Geração Modernista, conceituando-as.






  1. (UEMA – MA) A poesia modernista revela:
    1. Ritmo psicológico
    2. Cotidianismo,
    3. Sintaxe e pontuação revolucionárias.
    4. Estão corretas as alternativas a e c
    5. Estão corretas as alternativas a, b e c.

  1. Escreva sobre a situação histórica da época de 30, fazendo associações.






  1. Demonstre as semelhanças entre a poesia de Carlos Drummond, Cecília Meireles e Murilo Mendes.







  1. As relações negativas do público à Semana de Arte Moderna refletem
  1. A fixação do espírito brasileiro no propósito de menosprezo das criações nacionalistas.
  2. A possibilidade do futuro fracasso do Modernismo como movimento estético literário.
  3. A aversão dos autores em se comunicar com o público presente no Teatro Municipal de São Paulo.
  4. A preferência pelas manifestações artísticas já cristalizadas nas linhas do academicismo.
  5. O pouco amadurecimento dos autores para propostas de vanguarda.


Prova de Língua Portuguesa.



  1. O estilo conciso, a linguagem sóbria, a técnica da interiorização e a análise psicológica caracterizam-no, principalmente em sua obra "Angústia".
Trata-se de:
a) Jorge Amado.
b) Érico Veríssimo.
c) Graciliano Ramos.
d) José Lins do Rego.
e) Clarice Lispector.

Considere as seguintes afirmações sobre O TEMPO E O VENTO, de Érico Veríssimo.

I - Personagens como Pedro Missioneiro e Capitão Rodrigo Cambará estão envolvidos em episódios inseridos, respectivamente, na Guerra Guaranítica e na Revolução Farroupilha, eventos históricos da formação do RS.
II - O narrador em terceira pessoa identifica-se com Floriano Cambará, intelectual de esquerda que se propõe a relatar a história de sua família lançando mão do humor e de experimentalismos modernistas.
III - Rodrigo Terra Cambará, corajoso e mulherengo como seu antepassado, percorre uma carreira política que o leva ao secretariado do governo estadual e depois à chefia de um ministério.

  1. Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

Érico Veríssimo relata, em suas memórias, um episódio da adolescência que teve influência significativa em sua carreira de escritor.

"Lembro-me de que certa noite - eu teria uns quatorze anos, quando muito - encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam "carneado". (...) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode agüentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida? (...)
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a idéia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto."
(VERÍSSIMO, Érico. "Solo de Clarineta". Tomo I. Porto Alegre: Editora Globo, 1978.)

  1. Neste texto, por meio da metáfora da lâmpada que ilumina a escuridão, Érico Veríssimo define como uma das funções do escritor e, por extensão, da literatura,
a) criar a fantasia.
b) permitir o sonho.
c) denunciar o real.
d) criar o belo.
e) fugir da náusea.

  1. Assinale a afirmação correta sobre o Romance de 30.
a) Predominou, entre os autores, uma preocupação de renovação estética seguindo os padrões da vanguarda literária europeia.
b) Na obra de José Lins do Rego, predomina a narrativa curta na recriação do modo de vida dos senhores de engenho.
c) Os autores, em suas obras, tematizaram os problemas sociais com o intuito de denunciar as agruras das populações menos favorecidas.
d) O caráter regionalista dos romances deste período deve-se à reprodução fiel do linguajar típico de cada região.
e) A obra de Jorge Amado pode ser considerada uma exceção, no conjunto da época, porque seus romances apresentam uma grande inovação na estrutura narrativa.


:"Irmão ... é uma palavra boa e amiga. Se acostumaram a chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de irmão. Para os menores é como uma mãezinha. Cuida deles. Para os mais velhos é como uma irmã que brinca inocentemente com eles e com eles passa os perigos da vida aventurosa que levam.
Mas nenhum sabe que para Pedro Bala, ela é a noiva. Nem mesmo o Professor sabe. E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva."
(Jorge Amado: "Capitães da Areia").

  1. Considerando a obra e o autor do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
a) O autor faz parte do romance regional de 30, quando se aprofundaram as radicalizações políticas na realidade brasileira.
b) Jorge Amado representa a Bahia, "descobrindo" mazelas, violências e identificando grupos marginalizados e revolucionários em "Capitães da Areia".
c) Dora, Pedro Bala e Professor são alguns dos personagens da narrativa, que aborda a dramática vida dos camponeses das fazendas de cacau no sul da Bahia.
d) O tom da narrativa aproxima-se do Naturalismo, alternando trechos de lirismo e crueza. O nível de linguagem é coloquial e popular.
e) "Capitães da Areia " pertence à primeira fase da produção de Jorge Amado, quando era notório seu engajamento com a política de esquerda. Daí o esquematismo psicológico: o mundo dividido em heróis (o povo) e bandidos (a burguesia).


  1. Acerca do Romance de 30, analise as proposições adiante.
( ) O ciclo do Romance Regional de 30 é um dos principais da prosa dessa geração. É o regionalismo nordestino, abordando a decadência da região, tendo como tema único o êxodo rural provocado pela seca.
( ) Graciliano Ramos, alagoano, iniciou-se na literatura com "Caetés". Tem como obras principais "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Angústia", nas quais analisa a realidade da vida rural do nordeste, com aspereza, linguagem rigorosa, precisa e despojada, sem nenhuma concessão sentimental.
( ) José Lins do Rego, paraibano, aborda, em seus livros do Ciclo da Cana-de-Açúcar, o esplendor e a decadência dos engenhos do Nordeste e do patriarcalismo rural. Em suas obras, mistura biografia com ficção. Nelas predomina a linguagem espontânea e repetitiva.
( ) Rachel de Queiroz, cearense, escreveu como livro de estréia, "O Quinze". Sua narrativa sintoniza-se com o regionalismo da geração de 30, em que se pode notar a pré-consciência do subdesenvolvimento. Nesta fase de sua obra, destaca-se, ainda, "Caminho de Pedra". Mais tarde, a escritora abandonou os temas de denúncia social.
( ) Jorge Amado, baiano, em um realismo precário, mas pitoresco, descreve, em "Jubiabá", as agruras da seca do sertão baiano.


  1. (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo", a figura de linguagem presente é chamada:

    a) metáfora
    b) hipérbole
    c) hipérbato
    d) anáfora
    e) antítese


DE SÓCRATES FlLÓSOFO

Caminhando Sócrates, um atrevido se descomediu com ele, e lhe deu um coice. Estranhando alguns a paciência do filósofo, disse:
- Pois eu que lhe hei de fazer depois de dado?
Responderam:
- Demandá-lo em juízo pela injúria.
Replicou:
- Se ele em dar coices confessa ser jumento, quereis que leve um jumento a juízo?

BERNARDES, Padre Manuel. Nova Floresta ("Injúrias", tomo V, cap. XXXI, p. 382). in: OBRAS COMPLETAS DO PADRE MANUEL BERNARDES (reprod. fac-similiada da ed. de 1728). São Paulo: Ed. Anchieta, 1946.

Nesta fábula do Padre Manuel Bernardes (1644-1710), o grande moralista barroco se serve do filósofo Sócrates para ensinar que, quase sempre, os danos de uma injúria recaem em quem a comete e não em quem a sofre. Com base neste comentário, examine atentamente o texto e responda:


  1. Qual a diferença entre o pensamento de Sócrates e o raciocínio de seus acompanhantes quanto ao "coice" recebido





  1. (Uepb 2013)

A charge de Lila pode ser compreendida como um discurso dialógico que:
a) Representa uma perspectiva equivocada sabre a manutenção da reserva florestal no Brasil.
b) Simplifica a temática ambiental sobre a polêmica do novo código florestal.
c) Critica a atitude humana em relação à preservação florestal do território brasileiro.
d) Humoriza o tema do novo código florestal em relação à exploração da vegetação no mundo inteiro.
e) Defende, por meio da linguagem não verbal, as garantias do direito à propriedade rural.
  1. (Insper 2013) Os quadros abaixo fazem parte de um “Manifesto” criado por uma revista feminina:


Em comum, eles apresentam
a) o emprego da linguagem formal.
b) a valorização de uma aparência natural, despojada.
c) a desconstrução de clichês divulgados na mídia.
d) a desconstrução da imagem de esposa perfeita.
e) a desmistificação da família perfeita.

Questões Romantismo






Texto crítico
"Embora seja importante indagar das razões por que público brasileiro dos anos de 1870 avidamente leu e com entusiasmo aplaudiu "A Escrava Isaura", razões que encontram o principal motivo em onda então crescente de sentimento abolicionista – convenhamos em que muito mais importante o comportamento desse público é, para a crítica, a natureza desse romance.
Mesmo lido com simpatia, "A Escrava Isaura" não resiste à crítica. Seu enredo resulta em ser inverossímel, tais e tantos são os expedientes primários do Autor, usados para conduzir por determinados caminhos e para desenlace preestabelecido: em freqüentes ex-abruptos, mudam os sentimentos dos protagonistas com relação à bela e desditosa Isaura, e assim de protetores se transformam de pronto em pérfidos algozes, servindo à linha dramática premeditada pelo ficcionistas; não menos precipitada e artificialmente se engendram e desenrolam as situações ou episódios concebidos sempre com a intenção de marcar "passus" da vida "crucis" da desgraçada heroína, que, por fim, mais arrastada pelo autor que pelas forças do drama que vive, encontra no alto do seu calvário, ao invés do sacrifício final (o que teria dado ao romance verossimilhança e força), a salvação e a felicidade de extrema.
Tão primário e artificial quanto enredo que domina a obra, dando-lhe típica estrutura novelesca ou romanesca, é, não digo a concepção, mas o modo de conduzir personagens: Isaura, Malvina, Rosa, Leôncio, Álvaro, Belchior, André, o Dr. Geraldo, Martim e Miguel, se têm peculiaridades físicas e morais que os caracterizam suficientemente e os individualizam na galeria das personagens da ficção romântica, se ocupam posições bem "marcadas" no palco dos acontecimentos, decomposto em dois cenários (uma fazenda de café da Baixada Fluminense e o Recife), não chegam contudo, a receber suficiente estofo psicológico: daí a impressão que deixam, não apenas de símbolos dramáticos quase vazios, senão que também títeres (vá lá a cansada imagem) conduzidos pelo autor, para esta ou aquela ação indispensável, a seu ver, às suas principais intenções".
(Antônio Soares Amora, "O Romantismo", vol. II da A Literatura Brasileira).
  1. (PUCCAMP) Segundo o texto:
    1. "A Escrava Isaura" consagrou-se como um bom romance por causa da aceitação que teve entre o público leitor de 1870.
    2. "A Escrava Isaura" não é um bom romance porque o público leitor de 1870 o leu avidamente e o aplaudiu com entusiasmo.
    3. leitor deve ter muito cuidado ao ler ou aplaudir um romance, pois poderá consagrar uma obra medíocre.
    4. "A Escrava Isaura" não é um bom romance para a crítica, embora o público o haja lido com entusiasmo, movido pelo sentimento abolicionista.
    5. "A Escrava Isaura" não pode ser considerado um bom romance por causa do sentimento abolicionista.
  2. Discorra sobre as principais tendências cientificistas do final do século XIX e como essas tendências afetaram o Realismo e o Naturalismo (em separado)



  1. Para o Romantismo, o índio era o verdadeiro brasileiro. De que estilo de época foi retirada essa crença e quais eram as características desse estilo.





  1. (PUC-RS) A estrofe demonstra que a mulher aparece freqüentemente na poesia de Álvares de Azevedo como figura:

“Era a virgem do mar! Na escuma fria
Pela maré das águas embaladas!
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!”
a) sensual
b) concreta
c) próxima
d) natural
e) inacessível
QUESTÃO: Observe os fatos importantes da época do Romantismo:
    • Decadência do Absolutismo;
    • Guerras napoleônicas;
    • O término do ciclo da grande navegações;
    • O capitalismo mercantilista se desenvolve contribuindo para o aumentar a influência da burguesia;
    • A Reforma protestante, movimento religioso, que foi liderada por Lutero e Calvino;
    • A Contra-Reforma em reação à Reforma marcando também a cisão da Igreja Católica.
    • Werther, do escritor alemão Johann Wolfgang Goethe, destaca-se como obra romântica que chegou alcançar dimensões mundiais. Neste livro, o sentimentalismo exagerado de mãos dadas com o amor impossível caminham tragicamente para o suicído do jovem Werther. O romance desencadeou uma onda de suicídios entre os jovens, influenciou a arte (principalmente a pintura e escultura) e a moda da época.
    • Na Inglaterra, destacam-se os poetas Lord Byron, Walter Scott, Shelley, Wordsworth, Coleridge e Samuel Taylor.
  1. Associe esses fatos e qual influência eles podem ter tido sobre o Romantismo.

Questões simples Classicismo e Barroco


  1.  

    1. “O Barroco é o resultado da Contra Reforma”. Explique tal afirmação.


    1. Cite 10 grandes nomes do Renascimento.


    1. A mentalidade humanista do Renascimento era absolutamente diferente da mentalidade da idade média. Qual foi o resultado dessa tensão?


    1. Max Gehringer, no programa Fantástico de 19/08/2007, disse que Network (rede de relacionamentos) existe desde a carta de caminha. Por quê?


    1. Responda as seguintes questões sobre os Lusíadas: quem foi o autor? Quantas partes possui? Quantos cantos? O que é a questão do maravilhoso pagão?


    1. Observe a tabela abaixo entre classicismo e maneirismo e desenvolva um texto demonstrando essas diferenças.
    Classicismo
    Maneirismo
    Imitação dos modelos da Antigüidade clássica greco-romana (retomada da mitologia pagã e pela perfeição estética, marcada pela pureza de formas); o homem do séc. XVI acreditava que os antigos gregos e romanos eram detentores dos ideais de Beleza. Platão, Homero, Virgílio e outros mestres da Antigüidade servem de modelo, pois seus valores são eternos e absolutos.
    Oposição à herança medieval representada pela redondilha, introduzida a medida nova (versos decassílabos) já cultivada por italianos Dante e Petrarca. Temas poéticos: reflexão moral, a filosofia e a política, além do lirismo amoroso.
    desintegração do relativo equilíbrio clássico do Renascimento, pela ruptura da noção de harmonia entre a natureza e a razão e pela perda da própria concepção humanista de um mundo antropocêntrico. Efeitos de surpresa, gosto do bizarro, predileção pela ambiguidade, anti-naturalismo, busca da beleza ideal, abandono da clareza renascentista, mistura do profano e do sagrado, complexidade decorativa,etc.












    O Barroco pode ser sintetizado como:
    1. Dualidade, conflito, angústia e desejo
    2. Conceptismo, teocentrismo e amor
    3. Conflito, angústia e liberdade de sentimento
    4. Idealização, liberdade e desejo
    5. Liberdade de sentimento, dualidade e conceptismo.

  1. Na lírica de Camões:
    1. O Cantar a pátria é o centro das preocupações
    2. Encontram-se sonetos, odes, sátiras e autos
    3. O metro usado para a composição dos sonetos é a redondilha maior
    4. A mulher é vista em seus aspectos físicos, despojada de espiritualidade
    5. Encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX.

  1. O que a estética do Barroco buscou?
    1. Quebrar a rigidez dos padrões Greco-romanos
    2. Extrair dos instrumentos das variadas combinações rítmicas, melódicas e harmônicas
    3. Expressividade nas esculturas
    4. Extrair portas, colunas, escadas, tetos.

  1. O termo barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e no início dos ano 1700. Além da literatura, estende-se à musica, pintura, escultura e arquitetura da época. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram:
    1. Cláudio Manuel da Costa
    2. Gregório de Matos
    3. Padre José de Anchieta
    4. Tomás Antônio Gonzaga
    5. Padre Antônio Vieira.

  1. A poesia lírica de camões é marcada por certa dualidade. Marque a opção correta:
    1. São textos claramente inspirados nas obras de Homero.
    2. As vezes são textos claramente inspirados na poesia tradicional, em medida velha (redondilhas maiores e menores)
    3. Traduzindo em versos histórias de povos e suas conquistas
    4. É o corpo do poema de narração geral

  1. A qual classificação pertence: aliteração, onomatopéia e assonância?
    1. Figuras de palavras ou tropos
    2. Figuras de sintaxe
    3. Figuras de pensamento
    4. Figuras sonoras
    5. Figuras gramaticais

  1. Os autores barrocos passaram a expressar em suas obras o sentimento de desequilíbrio e por isso fizeram uso principalmente de dois estilos
    1. Cultismo, Gongorismo
    2. Conceptismo, Quevedismo
    3. Cultismo, Conceptismo
    4. Gongorismo, Quevedismo


  1. Marque com V ou F para cada alternativa que está ou não associada com o Maneirismo
( )Distorção
( )Antropocentrismo
( )Tradição Dionisíaca
( )Inspiração Greco Romana
( )Contra Reforma Católica
    1. F,V,F,V,F,
    2. V,F,V,F,F
    3. V,V,V,F,F
    4. F,V,V,F,V
    5. F,F,V,F,V
  1. Maneirismo é um estilo de transição entre:
  1. Romantismo e Classicismo
  2. Barroco e Arcadismo
  3. Classicismo e Barroco
  4. Romantismo e Arcadismo
  5. Humanismo e Romantismo
  1. Alguns autores se destacaram no Classicismo Português como:
  1. Sá de Miranda, Camões e Miguel de Cervantes
  2. Sá de Miranda e William Shakespeare
  3. Sá de Miranda, Inês Castro e Dom Pedro I
  4. Sá de Miranda, Antônio Ferreira, Bernardinho Boteiro e Luiz Vaz de Camões
  5. Sá de Miranda, Cervantes e Camões
  1. Características do Classicismo:
  1. Razão, materialismo
  2. Fantasia e emoção
  3. Absolutismo monárquico
  1. Quais dentre as características abaixo pertencem ao maneirismo?
  1. Visão, classicismo e equilíbrio
  2. Razão, teocentrismo e antropocentrismo
  3. Desequilíbrio, teocentrismo e razão
  4. Distorção, desequilíbrio e fantasia
  5. Descrição, fantasia e antropocentrismo



    Prova de Língua Portuguesa.

    1. (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo", a figura de linguagem presente é chamada:

      a) metáfora
      b) hipérbole
      c) hipérbato
      d) anáfora
      e) antítese

    1. Qual a diferença entre Classicismo e Barroco?







    1. Relacione este trecho ao seu respectivo estilo, de acordo com as informações contidas nas alternativas a seguir:

      "Que és terra, homem, e em terra hás de tornar-te,
      Te lembra hoje Deus por sua igreja;
      De pó te fez espelho, em que se veja 
      A vil matéria, de que quis formar-te."

      a) BARROCO: O homem barroco é angustiado, vive entre religiosidade e paganismo, espírito e matéria, perdão e pecado. As obras refletem tal dualismo, permeado pela instabilidade das coisas.
      b) ARCADISMO: Em oposição ao Barroco, esse estilo procura atingir o ideal de simplicidade. Os árcades buscam na natureza o ideal de uma vida simples, bucólica, pastoril.
      c) ROMANTISMO: A arte romântica valoriza o folclórico, o nacional, que se manifesta pela exaltação da natureza pátria, pelo retorno ao passado histórico e pela criação do herói nacional.
      d) PARNASIANISMO: A poesia é descritiva, com exatidão e economia de imagens e metáforas.
      e) MODERNISMO: Original e polêmico, o nacionalismo nele se manifesta pela busca de uma língua brasileira e informal, pelas paródias e pela valorização do índio verdadeiramente brasileiro.

    1. Identifique a alternativa que não contenha ideais clássicos de arte:

      a) Universalismo e racionalismo.
      b) Formalismo e perfeccionismo.
      c) Obediência às regras e modelos e contenção do lirismo.
      d) Valorização do homem (do aventureiro, do soldado, do sábio e do amante) e verossimilhança (imitação da verdade e da natureza).
      e) Liberdade de criação e predomínio dos impulsos pessoais.

    1. No colégio dos padres, Gregório de Matos escreveu: 
      "Quando desembarcaste da fragata, meu dom Braço de Prata, cuidei, que a esta cidade tonta, e fátua*, mandava a Inquisição alguma estátua, vendo tão espremida salvajola* visão de palha sobre um mariola*".
      Sorriu, e entregou o escrito a Gonçalo Ravasco. 
      Gonçalo leu-o, gracejou, entregou-o ao vereador.
      O papel passou de mão em mão.
      "A difamação é o teu deus", disseram, sorrindo.
      (Ana Miranda, "Boca do Inferno")
      (*fátua: tola;*salvajola: variante de "selvagem"; *mariola: velhaco)

      O trecho ilustra
      a) a poesia erótica de Gregório de Matos, inspirada na vida nos prostíbulos da cidade da Bahia e que deu origem à alcunha do poeta, "Boca do Inferno".
      b) a poesia lírica de Gregório de Matos, voltada para a temática filosófica, em linguagem marcada pelos recursos da estética barroca.
      c) a poesia satírica de Gregório de Matos, dedicada à descrição fiel da sociedade da época, utilizando recursos expressivos característicos do barroco português.
      d) a poesia erótica de Gregório de Matos, caracterizada pela crítica aos comportamentos e às autoridades baianas da época colonial.
      e) a poesia satírica de Gregório de Matos, que representa, no conjunto de sua obra, uma fuga aos moldes barrocos e ataca, no linguajar baiano da época, costumes e personalidades.
    2. Escreva um resumo sobre o Barroco Brasileiro.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que aconteceu quando topei o desafio de ficar uma semana sem procrastinar

 Kibado de http://www.hypeness.com.br/2015/02/o-que-aconteceu-quando-topei-o-desafio-de-ficar-uma-semana-sem-procrastinar/#


Fechei a aba do Facebook, o email, deixei o celular no silencioso (com a tela virada para a mesa), coloquei o fone de ouvido e expulsei o gato da sala, para que ele vá ronronar longe de mim. O foco é a tela em que escrevo este texto, mas apesar das distrações externas estarem sob controle, a minha mente vagueia em sobre como seria gostoso deitar no sofá e assistir Hora da Aventura. Ou sobre como eu preciso ir ao mercado comprar açúcar, macarrão, água e detergente. E então, por um segundo, o olhar desvia da tela e eu observo alguns postais que tenho colados na parede. Vejo uma xícara na imagem de um quadro do Dalí e me dá vontade de tomar café. Um chocolate para acompanhar não seria mal. Mas o que mesmo que eu estava fazendo? Ah, procrastinando.

Se o primeiro passo é sempre a negação, afirmo: não sou procrastinadora, sou distraída. Quando leio uma notícia qualquer na internet, já clico em links, abro a propaganda, pesquiso no Google um tópico do qual lembrei, entro no Twitter para comentar sobre, perco-me na timeline, já estou em outro assunto e, quando vejo, uma hora foi pelo ralo. Enquanto isso, há trabalho a ser feito, casa a ser arrumada e compromissos mil. Não procrastino porque quero. É algo que acontece e sobre o qual eu não tenho controle. Mas acho que a Jaque Barbosa, diretora de conteúdo do Hypeness, sacou que havia algo errado em eu enviar posts às 3 da manhã para aprovação e resolveu me dar um toque sutil: o desafio é passar uma semana sem procrastinar.
procrastinacao10
CHALLENGE ACCEPTED! Foto © Bruna Rasmussen/Hypeness
Meu trabalho está longe de ser do tipo detestável, em que o sujeito já começa a reclamar no domingo à tarde e só para na sexta. Eu adoro trabalhar como redatora e não me imagino fazendo outra coisa, mas nem isso me impede de colocar outras tarefas à frente dos textos que precisam ser escritos. A fonte da minha procrastinação está em saber que há o Netflix inteiro por assistir, a timeline infinita do Facebook por ler e um gato fofinho que adora carinho na barriga para amassar. Trabalho em casa e eu tenho o dia inteiro para entregar meus textos. Sendo assim, a lógica obviamente é: daqui a pouco eu faço. O problema é que o daqui a pouco é onze da noite e, quando o relógio bate, preciso correr para escrever e entregar tudo.

Criativos e procrastinadores

Para quem trabalha em home office e, principalmente, com jobs que exigem criatividade, a disciplina é um pote de ouro e eu sou uma das que precisa encontrá-lo – se não o pote, pelo menos o caminho que me leva até ele.
procrastinacao7
“DO YOUR WORK. DON’T BE STUPID” (Faça seu trabalho, não seja bobo, em português) Foto © Bruna Rasmussen/Hypeness
O trabalho feito por redatores, diretores de arte, fotógrafos e todo profissional criativo costuma ser um prato cheio para a procrastinação. Isso acontece porque criar algo exige o uso da imaginação e, nesse momento, o monstro do prazer instantâneo pode tirar você do foco. “Toda jornada criativa começa com um problema. Ela começa com um sentimento de frustração, a dor de não conseguir encontrar uma resposta. Nós trabalhamos duro, mas chegamos a um muro. Nós não temos ideia do que fazer em seguida”, afirma Johan Lehrer no livro Imagine: How Creativity Works1. Isso significa que, mesmo que você trabalhe duro em um job, um momento de frustração pode fazer com que você se renda aos prazeres instantâneos da procrastinação. E aí? Qual é a solução?

Observando hábitos

A procrastinação, resultado de uma péssima disciplina, é algo que está enraizada em hábitos. Então, a primeira coisa que fiz neste desafio foi me esforçar a observar o que eu fazia, quando eu fazia e tentar entender o porquê eu fazia. Na rotina, a gente costuma se deixar levar no modo automático e fazer as coisas sem pensar. Estar atenta aos meus movimentos e vontades, por si só, já foi difícil, mas foi essencial para entender o problema e reconhecer que o meu tempo poderia ser melhor empregado. Seguem algumas percepções que tive sobre a minha produtividade e hábitos:
  1. O Facebook é uma máquina mortal de procrastinação. Aquele feed infinito maravilhoso, aquelas pessoas falando bobagens nos comentários e você, num masoquismo inexplicável, lendo tudo até o final, os memes engraçadinhos, as tretas, os amigos convidando para uma cerveja no fim do dia. Ah, o Facebook… e lá se foram 50 minutos.
  2. Multitasking: eu jurava que era capaz de fazer duas coisas ao mesmo tempo. Então descobri que, na verdade, eu sou capaz de fazer duas coisas mal feitas ao mesmo tempo.
  3. Cuidar da casa é uma terapia. Todos nós sabemos que lavar louça é a solução contra comentários desnecessários e tretas nas redes sociais. Contudo, descobri também que esta é uma excelente forma de pensar um texto e ser mais criativa. Geralmente, eu formo o texto e sua estrutura na cabeça antes de escrevê-lo e percebi que, sempre enquanto esfrego panelas e pratos, consigo construir ideias e parágrafos mais facilmente. São momentos em que eu não preciso pensar e acabo me sentindo mais relaxada. No mesmo livro que comentei anteriormente, o autor explica porque atividades como dobrar roupas ou lavar a louça contribuem tanto para o processo criativo: “Quando nossas mentes estão relaxadas nós temos a chance de direcionar o holofote da atenção para dentro, para o rio de associações remotas que emanam do lado direito do cérebro. [...] É por isso que tantas ideias acontecem durante banhos quentes. Para muitas pessoas, essa é a parte mais relaxante do dia”.
procrastinacao2
procrastinacao8
Em tempos de seca, indicar uma ducha criativa não é muito sensato, mas saiba que é uma possibilidade. Fotos © Bruna Rasmussen/Hypeness

A sobremesa antes da comida

Quando eu era criança, minha mãe ensinou que é preciso raspar o prato do almoço para ganhar a sobremesa. Eu cresci meio rebelde e, todos os dias, como a sobremesa antes da comida, mesmo sabendo ser errado. Antes que mamãe leia isso e tenha um xilique, explico: a sobremesa costuma vir na forma de um vídeo engraçadinho, um artigo fora do tópico do trabalho ou nas conexões curiosas que me levam de uma notícia a um passeio no Google Street View em algum lugar do outro lado do planeta. A procrastinação busca o prazer imediato. E isso não é muito esperto, já que os resultados são ansiedade, trabalhos que poderiam ter uma qualidade melhor e horários malucos.
Mas todo mundo que já começou uma dieta na segunda-feira ou prometeu no Ano Novo que ia parar de tomar refrigerante sabe que, como diz o ditado, old habits die hard. Não é da noite para o dia que eu vou me tornar uma ninja da produtividade e trabalhar sem distrações a tarde inteira. Mas por onde começar?
procrastinacao1a
Clique na imagem para aumentar. Imagem: Reprodução
Decidi que eu tinha duas horas e um Google todo pela frente para descobrir como as pessoas evitam a procrastinação e melhoram a disciplina, sobretudo no trabalho. A outra regra da pesquisa foi manter as conexões, que obviamente iriam acontecer, em uma janela separada. Toda vez que via ou lembrava de algo que gostaria de ler ou pesquisar sobre, deixava o link na outra janela e continuava a busca para exterminar o monstro da procrastinação.
Para a minha alegria, existem milhões de procrastinadores mais evoluídos e ex-procrastinadores para contar suas histórias de superação. Os métodos e dicas são variados, mas uma coisa é unânime: largar esse hábito não é tarefa fácil e demora muito mais do que a semana proposta no desafio.

O jeito certo de fazer uma lista

A dica de produtividade que foi essencial para esse começo de mudança de hábitos foram as listas. Elas não são exatamente novidade, já que eu sempre tive mania de anotar num caderninho tudo o que tenho que fazer. O problema é que durante todo esse tempo eu estive fazendo listas da forma errada e dando brecha para a procrastinação.
procrastinacao4
Este é um exemplo de como NÃO fazer uma lista. Foto © Bruna Rasmussen/Hypeness
Descobri que além de ler meu feed de notícias e brincar com o gato, outra coisa que me dá prazer instantâneo é riscar itens cumpridos. Cada vez que eu termino uma tarefa e consigo riscá-la da lista, a sensação de eficiência e alívio toma conta e me arranca até um sorrisinho de glória. E não é só comigo que isso acontece, já que se trata de um padrão de recompensa interpretado pelo cérebro. Para estimular isso, então, a solução é fazer uma lista que renda várias recompensas.
E as duas palavras mágicas são: quebre tarefas. Em vez de anotar na lista que eu preciso escrever uma pauta, o ideal é desmembrar a tarefa em, no mínimo cinco itens: pesquisa, leitura, escrita, revisão e postagem. Para as tarefas de casa isso também funciona. No lugar de “limpar a casa”, itens como “tirar o pó da prateleira da sala”, “passar pano no chão da cozinha” e “trocar os lençóis” tornam as coisas mais simples e “fazíveis”.
O mesmo vale para objetivos maiores, como “aprender a programar” ou “escrever um livro”. Colocada dessa forma, a tarefa parece um bicho de duzentas cabeças. Contudo, ao desmembrá-la, têm-se itens que podem ser cumpridos aos poucos, como tijolos que formam uma construção.
Lista “errada”
  • Limpar a casa
  • Escrever um post
Lista “certa”
  • Casa: dobrar roupas que estão no sofá
  • Casa: passar pano no chão da cozinha
  • Casa: trocar os lençóis da cama
  • Casa: lavar a louça da pia
  • Casa: tirar o pó da mesa do escritório
  • Post: pesquisa
  • Post: leitura
  • Post: escrever
  • Post: revisar
  • Post: subir para o site

A regra dos 3 minutos

Durante minha pesquisa sobre procrastinação em publicações e fóruns, li diversas pessoas dando a mesma dica quando o problema é iniciar uma tarefa: desafie-se a fazer a tarefa indesejada por três minutos. Passado esse tempo, é bem provável que você acabe se entretendo e consiga manter o foco no trabalho por muito mais tempo que isso.
A regrinha funcionou bem e até decidi escrever uma mensagem “motivacional” no quadro branco, como você vê abaixo. Essa é a Nike me ajudando a entregar textos. “Apenas faça”, não pense muito e não titubeie. Por pelo menos três minutos. E não é que deu certo? Começar tarefas está sendo menos difícil, mas continuá-las ainda é um desafio, já que para procrastinar basta um clique.
procrastinacao5
Foto © Bruna Rasmussen/Hypeness

Técnica Pomodoro

Quando li o nome, já pensei em pizza e estava correndo pegar o telefone do delivery, chamar os amigos e namorada e… Respirei fundo e recuperei o foco. A técnica Pomodoro, criada nos anos 80, é uma forma simples de otimizar o tempo e tornar as atividades mais fáceis de serem cumpridas.
procrastinacao6
Considerando comprar um tomate-relógio. Este é meramente ilustrativo. Foto © Bruna Rasmussen/Hypeness
Funciona assim: você divide o seu dia ou horário de trabalho em vários tomatinhos que equivalem a 25 minutos (ou o tempo que você quiser, mas o padrão é esse). Toda vez que você inicia a contagem de um tomatinho, é preciso fazer o máximo esforço que puder para se focar somente em uma tarefa: seja um job do trabalho, a leitura de um livro ou estudar para uma prova. Finalizado o tomatinho, você tem 5 minutos para relaxar e, então, deve dar conta de outro tomatinho. A cada quatro tomatinhos bem-sucedidos, você tem direito a um intervalo maior e assim por diante, até que você termine o dia ou todas as tarefas.
O nome Pomodoro foi escolhido porque o criador do método usava para cronometrar o tempo um relógio de cozinha que tinha forma de tomate. Como eu não tenho um relógio na cozinha, baixei um dos vários aplicativos gratuitos da técnica no celular (o escolhido se chama Easy Pomodoro, para iOS, mas se tiver uma dica melhor, pode deixar nos comentários!) e comecei a testar.
Posso dizer que a técnica, embora simples, é bastante útil. O diabinho que busca o prazer instantâneo e fica se mordendo para assistir à Hora da Aventura em vez de entregar os posts consegue muito bem me deixar em paz por 25 minutos e até mais. Na tentativa e erro, aliás, descobri que, no meu caso, o tempo ideal de cada tomatinho é 40 e não 25 minutos, dado que levantei após começar a cronometrar quanto tempo levo para finalizar uma tarefa padrão do meu trabalho.
Sendo assim, criei a seguinte configuração Pomodoro:
  • Cada tomate tem 40 minutos;
  • 5 minutos de intervalo a cada tomate;
  • 30 minutos de intervalo a cada 2 tomates;
Enquanto testava os 25 minutos, muitas vezes o intervalo caia bem no meio de um texto e, perdendo o fio da meada, eu acabava demorando muito para recuperar o raciocínio e o ritmo. Com 40 minutos de foco, no entanto, tenho o tempo necessário para finalizar um item da lista e o tomatinho explode na hora certa. O intervalo curto, de 5 minutos, permite levantar da cadeira, tomar água ou fazer um café, ir ao banheiro e, o principal, alongar as mãos – por trabalhar o dia inteiro com os dedos no teclado, tendinite sempre foi um problema para mim e me disciplinar para fazer alongamentos até então não havia sido possível.
procrastinacao3
O Darth está louco para me levar para o lado procrastinado da Força. Foto © Bruna Rasmussen/Hypeness
Por fim, o intervalo maior é cronometrado em 30 minutos. “Mas não é muito tempo?”, você me pergunta. Meu trabalho envolve escrever muito e ler mais ainda, atividades que esgotam a mente, que clama por minutos de respiro. Nessa meia hora, eu consigo oxigenar as ideias dando uma volta, posso me perder no Facebook, conversar com amigos, ler o que está acontecendo no mundo, fazer carinho na barriga do gato, deitar no sofá para jogar Candy Crush (sim, sou dessas) ou lavar a louça. Dessa forma, quando volto para liquidar mais dois tomatinhos, a cabeça está fresca e realizar qualquer trabalho criativo fica mais fácil.

Disciplina, volver!

Enquanto escrevia esse texto, segui à risca meus intervalos, tomatinhos e consegui focar no post, mas confesso que, em paralelo, rolou uma luta intensa entre o diabinho do prazer instantâneo e o soldadinho da disciplina. Acontece que, depois de tantos anos, esse danado anda mal acostumado e não é fácil contê-lo. Ao fim de sete dias focados em procrastinar menos e ser mais disciplinada com o trabalho, seria mentira afirmar que consegui cumprir o desafio com sucesso e me tornei uma redatora megaprodutiva. O que consegui esta semana, no entanto, foi um passo importante que envolveu entender o problema da procrastinação e saber quais são as ferramentas e métodos disponíveis para enfrentá-lo.
procrastinacao16
Theo, o gato, é uma constante distração quando resolve destruir a casa e derrubar todos os bonequinhos da prateleira em busca de atenção. Foto © Bruna Rasmussen/Hypeness
O trio lista + regra dos 3 minutos + técnica pomodoro permitiu que eu adaptasse à minha rotina um ritmo de trabalho mais disciplinado. É claro que nem sempre vou conseguir segui-lo à risca. E-mails urgentes chegam, o interfone toca, o gato destrói a casa, a internet para de funcionar, a luz acaba, entre tantas outras coisas que podem atrapalhar o plano ideal de trabalho. É preciso manter essas regras flexíveis a fim de evitar a frustração – ela é uma grande brecha para a procrastinação, lembra?
Bom, agora que me dediquei por uma semana à busca pela disciplina, vou tentar dar continuidade ao plano, adaptar métodos e parar de enviar posts às 3 da manhã – certo, Jaque? Quem sabe o soldadinho se torne um grande general!
E então, se anima a tentar eliminar esse diabinho da procrastinação da sua vida durante uma semana? Então se junte a nós! Para dar início esse desafio, poste uma foto nas suas redes sociais com a #desafiohypeness3 e #umasemanasemprocrastinar. Sua foto pode vir parar aqui no Hypeness!
Notas
1 Imagine: How Creativity Works, de Jonah Lehrer. O livro ainda não tem tradução para o português mas está disponível em formato digital via Amazon.