domingo, 17 de maio de 2015

MInd Map - Realismo







Mind Map Romantismo








5 questões em Romantismo e Arcadismo


QUESTÕES

“Já aqui, a realização é plena: deseja-se e faz-se. Impossível falar de poesia romântica dessa geração sem falar no baiano Castro Alves. Podemos até dizer que ele responsável por uma revolução da forma de conceber e tratar a mulher romântica. Foi quem primeiro retirou a moça de seu altar de virgindade e perfeição, para jogá-la, literalmente, na cama. Em C. Alves, acabaram-se as idealizações e veio, forte, a consumação erótica do amor. Castro Alves gosta de mulheres reais: elas têm cheiro, gosto, seios e corpo à mostra, fazem sexo, gritam, choram. Algumas são inclusive prostitutas. O apelo sensorial é muito forte.”

1. Essa afirmação, que se mostra diversa daquilo que imaginamos sobre o idealismo Romântico é verdadeira, e corresponde a mudança que se apercebe:
a) Na poesia Indianista
b) Na prosa Urbana
c) Na 3 Geração poética
d) Na 1 Geração Poética
e) No Romantismo baiano


2. Essa mudança de perspectiva serve para já vislumbrar o que viria após o Romantismo, o Realismo, no qual a figura da mulher será:
a) Idealizada
b) Sentimentalizada
c) Erotizada
d) Contabilizada
e) Mistificada

3. (Ufsc) - Considere as afirmativas sobre Barroco e o Arcadismo:
1. Simplificação da língua literária – ordem direta – imitação dos antigos gregos e romanos.
2. Valorização dos sentidos – imaginação exaltada – emprego dos vocábulos raros.
3. Vida campestre idealizada como verdadeiro estado de poesia-clareza-harmonia.
4. Emprego freqüente de trocadilhos e de perífrases – malabarismos verbais – oratória.
5. Sugestões de luz, cor e som – antítese entre a vida e a morte – espírito cristão antiterreno.

Assinale a opção que só contém afirmativas sobre o Arcadismo:
a) 1, 4 e 5
b) 2, 3 e 5
c) 2, 4 e 5
d) 1 e 3
e) 1, 2 e 5


(Santa Casa SP) - Texto I
“É a vaidade, Fábio, nesta vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.”

Texto II
“Depois que nos ferir a mão da morte,
ou seja neste monte, ou noutra serra,
nossos corpos terão, terão a sorte
de consumir os dous a mesma terra.”


4. O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é possível afirmar que os árcades optaram por uma expressão:
a) impessoal e, portanto, diferenciada do sentimentalismo barroco, em que o mundo exterior era projeção do caos interior do poeta.
b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior, com predomínio da ordem direta e de vocábulos de uso corrente.
c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca, fazendo que o poeta assuma posição eminentemente impessoal.
d) em que predominam, diferentemente do Barroco, a antítese, a hipérbole, a conotação poderosa.
e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência denotativa do Barroco.


As opções a seguir referem-se aos textos A, B, C e D.
(Não é obrigatório que todos os autores estejam nas alternativas. 2 textos podem pertencer ao mesmo autor)

Texto "A" ( )
"Ah! enquanto os destinos impiedosos
não voltam contra nós a face irada,
façamos, sim, façamos, doce amada,
os nossos breves dias mais ditosos."

Texto "B" ( )
"Ó não aguardes, que a madura idade
te converte essa flor, essa beleza,
em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada",

Texto "C" ( )
"Nos olhos Caitutu não sofre o pranto,
E rompe em profundíssimos suspiros,
Lendo na testa da fronteira gruta
De sua mão já trêmula gravado
O alheio crime e a voluntária morte".

Texto "D" ( )
"O todo sem a parte não é todo;
A parte sem o todo não é parte;
Mas se a parte faz o todo, sendo parte,
Não se diga que é parte, sendo todo.

Preencha os parênteses anteriores dos textos dados, obedecendo à seguinte convenção:
I) Gregório de Matos
II) Tomás Antônio Gonzaga
III) Basílio da Gama
IV) Cláudio Manuel da Costa

5. Preenchidos os parênteses, a sequência correta é:
a) II - I - III - I
b) IV - I - II - II
c) I - II - II - I
d) I - IV - III - I
e) II - IV - III - IV

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Pequena conversa sobre a mulher na poesia romântica


Um bom texto do http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/151890



1. Poesia romântica?!
2. Primeira geração
3. Segunda geração
4. Terceira geração
5. Um bom resumo


1.Poesia romântica?!
Eis aqui uma conversa informal sobre o papel da mulher na poesia romântica. E, pra começo de conversa, acho conveniente cutucar meu leitor com uma pergunta simples: o que é poesia romântica?
Todos temos uma noção intuitiva disso. Esse assunto povoa nossa mente com elementos doces. Traz em si a idéia de flores, estrelas, amores, é novela, fofura, geralmente enternece mulheres e entedia homens.
Entretanto, essa idéia que carregamos desde sempre transforma-se num grande erro quando se trata de literatura. “Romântico” no sentido literário é muito diferente de “romântico” no sentido figurado. O romantismo a que nos referimos a torto e a direito por aí não corresponde de jeito nenhum ao movimento artístico burguês do séc XIX, e, quando muito, é apenas uma face muito pequena e deformada dele.
Embora o exagero sentimental seja marca registrada, esse período literário tem outros traços, bem particulares e até estranhos para quem não conhece o movimento. Por exemplo: dizer que um escritor é romântico pode significar que ele é satânico. Ou que gosta da noite e do sobrenatural, ou que é religioso, ou que é promíscuo, indianista, medieval, burguês, ou que gosta de mulheres mortas...
Romantismo é um movimento amplo. Sua compreensão se torna mais fácil se percebermos que dentro dele cabem coisas sem relação alguma com o sentido tradicional da palavra, e, às vezes, sem aparente relação entre si.
Na verdade, falando de poetas românticos, eles são tão diversos entre si, que temos o hábito de estudá-los em 3 grupos, ou 3 gerações. Essa divisão é bem imperfeita e não serve para a prosa, mas estudá-la é uma forma de entender como o poeta romântico se comporta em cada uma dessas 3 épocas.
Interessante é observar que, a cada comportamento, existe uma forma de amar diferente e, portanto, um ideal de perfeição e beleza diferente, o que gera a necessidade de uma nova musa. Assim, da mesma forma que existem 3 gerações românticas, há 3 mulheres românticas. E convido o leitor a conversar sobre cada uma delas.

2- Primeira geração.
Na poesia da primeira geração, o amor é angelical, idealizado e –palavra-chave – cortês. Lembra bastante o trovadorismo medieval, no qual o homem é um cavaleiro e a mulher, verdadeira princesa, a mais bela dentre todas. Ela é jovem, adolescente e virgem, puríssima, imaculada. O homem dá-se por muito feliz se puder apenas cantar sua senhora, cobrir-lhe de glórias e andar seguindo seus pés, pensando nela, apenas. Mesmo no plano do pensamento, não observamos sensualidade, muito menos sexo. O amor é puro, o homem é protetor submisso, e nada de concreto se realiza entre os amantes, devido à enorme distância entre ambos. Há muita contemplação e pouca ação, como podemos perceber na estrofe de Gonçalves Dias:

"Dizei vós, ó meus amigos,
Se vos perguntam por mi*,
Que eu vivo só da lembrança
De uns olhos cor de esperança
De uns olhos verdes que vi!
Que ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi"
(...)

• Mim

3- Segunda geração
Aqui, já temos um início de sensualidade, apesar de fortemente reprimida e muito conflituosa. Ineditamente, o poeta sugere que deseja carnalmente a amada, porém, em virtude da idealização feminina extrema, ele se sente inferior e indigno de tocá-la. Por isso, Casimiro de Abreu diz:

“Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra”

De modo geral, esses poetas são perturbados. Fruto de uma época caótica, em que a humanidade viu desmancharem-se as promessas de igualdade da Revolução Francesa, eles observam a permanência das injustiças no mundo com desespero.
Preferem então fugir dessa realidade insuportável. Fazem isso de várias formas: ora lembram saudosos os momentos da infância, ora refugiam-se nos prazeres do álcool, do sexo (byronismo), ora afagam com carinho a idéia de morrer. Sim, com carinho. A Atração pela morte é uma constante na segunda geração romântica. Por isso, nem é de se admirar que seja forte, aqui, o gosto por mulheres magras, pálidas, e muitas vezes, mortas.
A segunda geração é chamada ultra romântismo ou mal-do-século. Realmente, nesse período a sociedade literária passou por uma onda de desespero e depressão que abalou seriamente a vida dos autores, rendendo muitos casos de mortes prematuras. Era raro um poeta chegar aos 30 anos.
Justamente por ser tão triste e conflituoso, o ultra romântico se reconhece um “precito”, ou seja, um maldito. E ele não quer macular sua amada virgem com isso. Assim, forte característica da geração é o medo de amar , em conflito com o forte desejo de consumar o amor. Casimiro resume bem:

“Se te fujo é que adoro e muito,
És bela- eu moço; tens amor, eu- medo!”

A moça continua virgem, porém, freqüentemente é vista seminua, desejável e inatingível. O poeta mal do século deseja aquilo que não pode ter. Então, quer esquecer, divagar no passado, beber, morrer...


4. Terceira geração.

Já aqui, a realização é plena: deseja-se e faz-se. Impossível falar de poesia romântica de terceira geração sem falar no poeta baiano Castro Alves. Podemos até dizer que ele responsável por uma revolução da forma de conceber e tratar a mulher romântica. Foi quem primeiro retirou a moça de seu altar de virgindade e perfeição, para jogá-la, literalmente, na cama. Em C. Alves, acabaram-se as idealizações e veio, forte, a consumação erótica do amor.
Castro Alves gosta de mulheres reais: elas têm cheiro, gosto, seios e corpo à mostra, fazem sexo, gritam, choram. Algumas são inclusive prostitutas. O apelo sensorial é muito forte.
E o poeta dos escravos, como ficou conhecido por sua poesia social, soube transplantar para a lírica amorosa o gosto pelas imagens monumentais, tornando sua poesia ao mesmo tempo erótica e lírica, interessante, pois, até para os mais acanhados.
De modo geral, o poeta posiciona-se claramente contra os desesperos e medos ultra-românticos. Castro Alves ama a vida e gosta mesmo é de fazer amor.

"Boa noite , Maria! Eu vou-me embora.
A lua nas janelas bate em cheio.
Boa noite, Maria! É tarde... é tarde...
Não me apertes assim contra teu seio.

Boa noite!... E tu dizes – Boa noite,
Mas não mo digas assim por entre beijos...
Mas não mo digas descobrindo o peito,
- Mar de amor onde vagam meus desejos"
(...)

5- Um bom resumo

O poema “Os três amores”, de Castro Alves, é um belo diálogo entre as 3 gerações românticas. Nele, cada estrofe corresponde a uma fase do movimento romântico: na primeira estrofe, vemos o amor cortês; na segunda, o ultra romantismo; na última, o amor sensual. Apesar de uma ou outra referência literária que o leitor pode desconhecer, o poema vale a pena ser lido. Além de belo,é um bom resumo de tudo que conversamos aqui.

I
Minh´alma é como a fronte sonhadora
Do louco bardo, que Ferrara chora...
Sou Tasso!... a primavera de teus risos
De minha vida as solidões enflora...
Longe de ti eu bebo os teus perfumes,
Sigo na terra de teu passo os lumes,
- Tu és Eleonora...

II
Meu coração desmaia pensativo,
Cismando em tua rosa predileta.
Sou teu pálido amante vaporoso,
Sou teu Romeu, teu lânguido poeta!...
Sonho-te às vezes virgem... seminua...
Roubo-te um casto beijo à luz da lua...
- E tu és Julieta...

III
Na volúpia das noites andaluzas
O sangue ardente em minhas veias rola...
Sou D. Juan!... Donzelas amorosas,
Vós conheceis-me os trenos na viola!
Sobre o leito do amor teu seio brilha...
Eu morro, se desfaço-te a mantilha...
Tu és - Júlia, a Espanhola!...




Jéssica Callou Enviado por Jéssica Callou em 07/05/2006

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O amor literário


Malthus Gonçalves


  O homem ama. Premissa indiscutível. Então, quando o homem aprendeu a expressar-se, o que fez? Expressou o amor. Expressou a necessidade de sentir-se não apenas individual, mas especial.

  Quando começou a produzir o homem fez-se notar pelo objeto amado através de uma linguagem especial: a literatura. Essa literatura, agora, é um meio no qual o homem seduz a mulher, leva-a a sonhar, prepara-a para a conquista. Torna o ato da conquista mais sofisticado, fazendo dele por vezes um fim em si mesmo.

  Dado o que foi dito pode-se perceber que o amor literário existe desde que se começou a escrever, sendo que começamos a ter suas noções mais acabadas em obras da era clássica e do oriente. Da era clássica temos como dois grandes exemplos a “arte de amar” de ovidio e “banquete” de Platão, que mostram as concepções do Classicismo grego e romano antigo. Já no oriente podemos observar uma liberalidade que nos chega a ser constrangedora em relação ao ato da sedução. Coisa encontrada no Kama-Sutra indiano e As mil e uma noites árabe. Mas existe alguma concepção de amor literário? Não absolutamente, pois em cada era Eros se apresenta com definição e propósito diferentes. Podemos dizer que o amor de Dante por Beatriz é igual ao de Camões por sua prima Isabel eque este outro seria igual ao de Drummond por sua mulher Dolores? Podemos somente ver através desses três exemplos o quanto a concepção literária vigente à época sobre o amor influenciava as pessoas em seus relacionamentos cotidianos e obviamente esse cotidiano foi formador da obra individua de cada um.

  Devemos ver o quanto se vendo o sonho, o quanto o amor literário foi influenciado pelas épocas e transformações a que os homens passaram na história. O amor literário já foi Homossexual (platão), Divino (Gênesis), Desobediente (Dante), Impossível (Shakespeare), Erótico (Bocaccio), Romântico (Goethe), Estético (Kerkeergard), Pornográfico (Henry Miller) etc. Em todas essas correntes há um conceito de amor, há uma definição – seja justa ou injusta, honorífica ou depreciativa – do que seja a causa de se escrever sobre o amor.

  Mas, antes de tudo, devemos ter em mente que, como escrito no 2 parágrafo a literatura deve muito de seu poder e de seu crescimento à propagação das ideias sobre amor, nas histórias de amores mal resolvidos, seus desencontros, seus adultérios, suas impossibilidades....

sexta-feira, 8 de maio de 2015

MindMap Geral - Abordagem histórico-filosófica

Bom dia a todos

Alguns alunos tem pedidos especiais, e como são pedidos que irão ajudar a todos, desenvolvi um mapa aproximado dos elementos filosóficos e históricos que serão a base para momentos literários. São aproximações. As vezes tive que fazer uma escolha mais ligada à filosofia que à datas (como no caso do Rococó), mas os elementos estão conectados de forma a nos possibilitar uma compreensão geral.   

domingo, 26 de abril de 2015

Questões do Barroco ao Romantismo



Texto I
“Na confusão do mais horrendo dia,
Painel da noite, em tempestade brava
Do fogo e ar o ser embaraçava,
Da terra e ar o ser se confundia."

Texto II

"Se o que elegestes furta (não o ponhamos em condicional,
porque claro está que há de furtar); furtar o que elegestes; e
furtar por si e por todos os seus, como costumam os semelhantes,
e Deus há vos de pedir a conta a vós; porque o vosso voto foi causa
de todos aqueles roubos."
Após a leitura dos dois textos, identifique em qual predomina a vertente cultista e a conceptista.

1. Considere as seguintes afirmações sobre o Barroco brasileiro:
I) A arte barroca caracteriza-se por apresentar dualidades, conflitos, paradoxos e contrastes, que convivem tensamente na unidade da obra.
II) O conceptismo e o cultismo, expressão da poesia barroca, apresentam um imaginário bucólico, sempre povoado de pastoras e ninfas.
III)A oposição entre Reforma e Contra Reforma expressa, no plano religioso, os mesmos dilemas de que o Barroco se ocupa.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

2. Considere as seguintes afirmações abaixo:
I) O Barroco literário, no Brasil, correspondeu a um período em que o incremento da atividade mineradora propiciou o desenvolvimento urbano e o surgimento de uma incipiente classe média formada por funcionários, comerciantes e profissionais liberais.
II) Uma das feições da poesia barroca era o chamado conceptismo – exploração de conceitos e ideias abstratas através de evolução engenhosa do pensamento.
III) A ornamentação da linguagem que caracterizou o Barroco brasileiro pode ser identificada pelo uso repetido de jogos de palavras, pela construção frasal e pelo emprego da antítese.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.


3. (PUC-SP) Sobre cultismo e conceptismo, os dois aspectos construtivos do Barroco, assinale a única alternativa incorreta.
a) O cultismo opera por meio de analogias sensoriais, valorizando a identificação dos seres por metáforas. O conceptismo valoriza a atitude intelectual, a argumentação.
b) Cultismo e conceptismo são partes construtivas do Barroco que não se excluem. É possível localizar no mesmo autor e até no mesmo texto os dois elementos.
c) O cultismo é perceptível no rebuscamento da linguagem, pelo abuso no emprego de figuras semânticas, sintáticas e sonoras. O conceptismo valoriza a atitude intelectual, o que se concretiza no discurso pelo emprego de sofismas, silogismos, paradoxos.
d) O cultismo na Espanha, Portugal e Brasil é também conhecido como Gongorismo e seu mais ardente defensor, entre nós, foi o Padre Antônio Vieira, que no Sermão da Sexagésima, propõe a primazia da palavra sobre a ideia.
e) Os métodos cultistas mais seguidos por nossos poetas foram os de Gôngora e Marini, e o conceptismo de Quevedo foi o que maiores influências deixou em Gregório de Matos.

4. Fazendo um paralelo entre o Romantismo e o Arcadismo, podemos concluir que:
a) o Arcadismo prenuncia o Romantismo por que já apresenta ruptura radical com os cânones literários clássicos.
b) o Arcadismo antecede o Romantismo na evasão da realidade pelo sonho, pela fantasia e pelo mergulho nas profundezas do “eu”.
c) o Romantismo prolonga aspectos do Arcadismo na idealização da natureza, da mulher e do amor.
d) o Romantismo dá continuidade ao Arcadismo na atração pelos conflitos entre a alma e a matéria.
e) o Arcadismo e o Romantismo perseguem o ideal de expressão livres de esquemas pré-estabelecidos.

(Fatec-SP) “O indianismo dos românticos [...] denota tendência para particularizar os grandes temas, as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental, inserindo-as na realidade local, tratando-as como próprias de uma tradição brasileira.”
(Antônio Candido - Formação da literatura brasileira)
5. Considerando-se o texto acima, pode-se dizer que o indianismo na literatura romântica brasileira:
a) procurou ser uma cópia dos modelos europeus.
b) adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus.
c) ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira.
d) deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental.
e) procurou adaptar os modelos europeus à realidade local.

(Cesgranrio) “Dei o nome de Primeiros cantos às poesias que agora publico, porque [...] espero que não serão as últimas. Muitas delas não têm uniformidade nas estrofes, porque menosprezo regras de mera convenção; adotei todos os ritmos de metrificação portuguesa, e usei deles como me pareceram quadrar melhor com o que eu pretendia exprimir. Não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. [...]
Com a vida isolada que vivo, gosto de afastar os olhos de sobre a nossa arena política para ler em minha alma, reduzindo à linguagem harmoniosa e cadente o pensamento que me vem de improviso e as ideias que em mim desperta a vista de uma paisagem ou do oceano – o aspecto enfim da natureza. Casar assim o pensamento com o sentimento – o coração com o entendimento
– a ideia com a paixão – colorir tudo isto com a imaginação, fundir tudo isto com a vida e com a natureza, purificar tudo com o sentimento da religião e da divindade, eis a Poesia – a Poesia grande e santa – a Poesia como eu a compreendo sem a poder definir, como eu a sinto sem a poder traduzir.”
(Gonçalves Dias - “Prólogo aos primeiros cantos”)

6. Assinale o que contraria as ideias contidas nos três primeiros parágrafos em relação a Gonçalves Dias.
a) A poesia reflete os mais variados estados de espírito do poeta, sendo fruto da emoção momentânea.
b) As suas poesias não apresentam apego à rigidez métrica, apresentando ritmos variados.
c) Apesar de terem sido escritas em épocas diversas, constata-se a unidade de pensamento em suas poesias.
d) Por serem fruto de criações e influências locais distintas, suas poesias apresentam-se diferenciadas.
e) A força poética de seus versos realiza-se na perfeita harmonia entre forma e conteúdo.

7. (FEI-SP) Assinale o item que contém somente características românticas:
a) Subjetivismo, bucolismo, sentimentalismo.
b) Subjetivismo, nacionalismo, pastoralismo.
c) Culto à natureza, nacionalismo, culto ao contraste.
d) Conceitismo, liberdade de formas, cultismo.
e) Nacionalismo, culto à natureza, liberdade de formas.

8. (ENEM/2001) No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente outro estilo da época: o romantismo.
“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.”
(ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Jackson, 1957)
A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao romantismo está transcrita na alternativa:
a) ...o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas...
b) ...era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça...
c) Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno,...
d) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos...
e) ...o indivíduo passa a outro indivíduo, para fins secretos da criação.